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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Chamemos de Cojones Marketing

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É moda criar nomes pra tudo que é obviedade em termos de propaganda e marketing, isso serve para vender livros, comer calouras e impressionar clientes, não necessariamente nessa ordem de interesse.

Daí termos como ambush marketing, guerilla marketing, transmedia marketing e -meu favorito- realtime marketing.

A única coisa que esquecem é que o único marketing que funciona é o marketing BOM, e pra isso é preciso ter cojones.

As empresas querem ser amadas, conhecidas, desejadas mas não querem se diferenciar da concorrência, não querem se indispor com ninguém, seguem a tradição (principalmente no Brasil) de pagar de bonzinho a qualquer custo, fazendo tudo pra sair bem na fita.

Problema é que não fazer nada funciona muito bem para passar despercebido, não para se destacar da concorrência.

É impossível agradar todo mundo. É triste, eu sei, mas se você vende costeletas de porco não conseguirá a simpatia do público vegan ou muçulmano. Mesmo assim a maioria das empresas tentar ser a legalzona.

Daí temos gestos ridículos como a churrascaria Porcão cobrir o letreiro para não ofender uma comitiva de clientes árabes.

Felizmente há gente que não se interessa em manter esse discurso, são empresas que colocam seus consumidores em primeiro lugar, onde por seus consumidores entenda-se quem realmente frequenta, consome e é leal à marca e à empresa. É uma estratégia de nicho, mas que pode ser o GRANDE diferencial.

Um excelente exemplo, que dificilmente veríamos no Brasil aconteceu com no Alamo Drafthouse, uma pequena cadeia de cinemas no Texas. No caso, na filial de Austin. O cinema tem uma clientela fiel, disposta a pagar um preço diferenciado por boa comida, boa bebida e principalmente filmes em uma sala onde é terminantemente proibido telefonar, mandar SMS ou conversar.

Isso mesmo. São as regras, e antes que alguém reclame, lembre-se: Um celular mesmo silencioso se torna uma enorme fonte de luz balançando e aporrinhando a visão periférica dos outros.

Um belo dia uma guria foi ao cinema e ficou o tempo todo punhetando o celular mandando torpedos pras amigas, pro macho, pro diabo. Depois de alertada duas vezes, na 3a reincidência foi removida do recindo. Ra re ri ro RUA.

Indignada a MALA deixou uma mensagem irada no correio de voz do cinema.

Aqui seria respondida com um pedido de desculpas, afinal isso queima a imagem da empresa, bla bla bla.

Para os responsáveis pelo cinema, só queima a empresa para gente que ache razoável violar as regras do estabelecimento, falar e ficar aporrinhando no celular durante um filme. Exatamente o público que o cinema deles -e seu público fiel- não querem.

Que fazer então?

Um vídeo com a chamada da cliente mala, que termina agradecendo a ela por não voltar nunca mais.

Resultado? Subiu no YouTube hoje, já tem 1510 likes e menos de 30 dislikes. Custo de produção? Próximo de zero. Retorno? Mundial, a história está correndo os intertubos.

Claro, só é possível quando reconhece-se a hipocrisia da frase “o cliente tem sempre razão”.

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