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terça-feira, 17 de março de 2009

Equipamento permite fazer visualização de múmia de 3.000 anos em 3D

Estratégia não-invasiva permite estudo sem violar a urna funerária.
Técnica foi usada para analisar múmia egípcia de quase 3.000 anos.


Uma múmia que ficou lacrada nos últimos 80 anos, com medo de que fosse danificada, finalmente pôde ser observada por pesquisadores americanos, graças a um avanço da medicina. Um novo aparelho de tomografia computadorizada em 3D, que foi originalmente projetado para ajudar a diagnosticar pacientes, permitiu que arqueólogos da Universidade de Chicago enxergassem o interior do sarcófago e encontrassem os restos de uma mulher com quase 3.000 anos.

 

A urna foi mantida intacta e lacrada pelos curadores do Museu Oriental da Universidade de Chicago por mais de 80 anos. Eles sempre relutaram em examinar a múmia com mais profundidade para não colocar em risco o valor histórico da descoberta e os adornos do sarcófago.

 

Os restos pertenciam a Meresamun, supostamente uma sacerdotisa em um templo em Tebas em 800 a.C. Os cientistas acreditam que as imagens tridimensionais obtidas pelo aparelho, fabricado pela empresa holandesa Philips, permitirão entender melhor sua vida, suas atividades e sua posição na antiga sociedade egípcia.

 

Foto: Philips/Divulgação

Urna contendo a múmia é colocada no aparelho de imageamento 



Foto: Philips/Divulgação

Equipamento permite visualização tridimensional do conteúdo da urna

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Britânico encontra moedas de ouro da Idade do Ferro

Descoberta foi feita em Suffolk com ajuda de um detector de metais.


Um britânico com um detector de metais encontrou uma das maiores quantidades de moedas datadas da Idade do Ferro em Suffolk.


As 824 moedas de ouro foram encontradas em outubro em um jarro de cerâmica quebrado em um campo perto do mercado local, mas foram reveladas apenas agora.


Jude Plouviez, do Conselho de Serviços Arqueológicos do Condado de Suffolk, afirmou que as moedas datam entre 40 a.C. e 15 d.C. e, na época em que circulava, o montante deveria valer entre 500 mil e 1 milhão de libras, mas devem valer bem menos atualmente.


Segundo ela, esta é a maior descoberta de moedas da Idade do Ferro na Grã-Bretanha desde 1849, quando um agricultor descobriu entre 800 e 2 mil moedas em um campo perto de Milton Keynes.


"É uma boa descoberta, nos dá muitas informações novas sobre o final da Idade do Ferro", afirmou Plouviez.


"A descoberta é importante, pois destaca a importância política, econômica e religiosa de uma região."


"Certamente sugere que havia um povoamento importante nas proximidades. Até onde compreendo, (a região) era ocupada por tribos ricas", disse.

 

 Segredo

Plouviez disse que foram feitas escavações secretas em Suffolk depois que o homem que descobriu as moedas relatou sua descoberta ao conselho em outubro.


As moedas, cada uma pesando cerca de cinco gramas, serão avaliadas.


"Não sabemos quanto elas valem, mas será menos do que valiam naquela época", afirmou.


Ela acrescentou que depois da avaliação, as moedas serão oferecidas para museus britânicos.


Plouviez acrescentou que o local exato onde as moedas foram encontradas não será divulgado e outras buscas na área não encontraram outros artefatos.

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Arqueólogos descobrem rara estatueta romana em Jerusalém

Obra de arte feita de mármore tem apenas 5 cm e representaria lutador.
Objeto provavelmente era usado como peso em balanças, diz equipe.


Arqueólogos da Autoridade Israelense de Antiguidades descobriram uma rara estatueta romana de 1.800 anos de idade numa escavação na Cidade Velha de Jerusalém. A estatueta de mármore, que retrata um homem de barba curta e encarolada e olhos amendoados, provavelmente é a imagem de um boxeador (o boxe era um esporte apreciado no Império Romano). Ela pode ter sido usada como peso em balanças da época -- há um buraco na parte traseira do pescoço que indica esse uso.

 

Foto: Sebastian Scheiner/AP

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Pesquisadores descobrem armadilha 'de mil anos' para peixes


Estrutura de 260 metros de comprimento fica no estuário de Teifi, no País de Gales.


Pesquisadores do País de Gales descobriram uma armadilha para pegar peixes no estuário do rio Teifi, em Poppit, que pode ter sido construída há mais de mil anos.


A estrutura, em forma de "V", tem 260 metros de comprimento e foi descoberta a partir de observações de fotos aéreas do Google Earth.


"Não há muita dúvida de que esta estrutura impressionante e que parece ter sido feita pelo homem era uma armadilha para peixes", disse Ziggy Otto, da unidade de pesquisa de ambiente marinho e zona costeira da Faculdade de Pembrokeshire.


Segundo o pesquisador, ela pode ter sido feita com pedras da área para pegar peixes que migram rio acima, como salmões e trutas. Os peixes eram conduzidos para dentro da armadilha e, quando a maré recuava, os pescadores os recolhiam com redes.


"A idade não é conhecida mas, como fica totalmente submersa em todos os tipos de maré, a armadilha para peixes é muito antiga. Possivelmente ela remonta mais de mil anos, quando o nível do mar era mais baixo e a entrada do estuário de Teifi ficava mais para o lado de Poppit."


Otto afirmou que vale a pena investigar a estrutura porque ela é parte do panorama histórico e cultural da área.


Louise Austin, do Dyfed Archaeological Trust, que pretende colaborar com a faculdade no estudo da estrutura, acredita que ela pode ter sido importante para a sobrevivência dos habitantes da região.


"Armadilhas eram uma forma muito usada para pegar peixes no passado, o que deu uma contribuição significativa para a economia de várias comunidades do estuário e da costa", afirmou.


Os pesquisadores devem realizar mergulhos na área para estudar a estrutura, hoje coberta de algas e anêmonas.


"Esta armadilha para pegar peixes passou de uma estrutura totalmente feita pelo homem para um recife que funciona naturalmente, o que acrescenta uma diversidade biológica não apenas à área mas também para a Área Especial de Conservação da Baía de Cardigan", disse Jennifer Jones, mergulhadora especializada em pesquisas científicas.

 

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Cleópatra 'era descendente de africanos', diz estudo

Análise do crânio da irmã mais nova da rainha egípcia apontam para origem étnica mista.

A rainha egípcia Cleópatra era, em parte, africana, de acordo com uma equipe de pesquisadores do Instituto Arqueológico Austríaco.


A conclusão foi tirada após a identificação do esqueleto da irmã mais nova de Cleópatra, a princesa Arsinoe, encontrado em uma tumba de mais de 2 mil anos em Éfeso, na Turquia.


As evidências obtidas pelo estudo das dimensões do crânio de Arsinoe indicam que ela tem algumas características de brancos europeus, antigos egípcios e africanos negros, indicando que Cleópatra provavelmente também era de origem étnica mista. A mãe de Arsinoe seria de origem africana.


Há muito tempo os especialistas debatiam se Cleópatra era norte-africana, grega ou macedônia. Seu ancestral Ptolomeu era um general macedônio que se tornou governante do Egito por ordem de Alexandre, o Grande.


Hilke Thuer, especialista da Academia Austríaca de Ciências que há muito tempo acreditava que a tumba era de Arsinoe, qualificou a descoberta como "sensacional".


"Ela dá novas informações sobre a família de Cleópatra e o relacionamento entre as irmãs Cleópatra e Arsinoe", afirmou.


A tumba de Éfeso foi aberta pela primeira vez em 1926 e, até agora, havia um debate entre cientistas sobre a identidade de seu ocupante.


Mas técnicas forenses combinadas à análise antropológica e arquitetônica da tumba acabaram convencendo os especialistas de que o esqueleto encontrado pertence à irmã de Cleópatra.


O crânio foi separado do esqueleto para exame e acabou extraviado durante a 2ª Guerra Mundial. Mas a antropóloga Caroline Wilkinson reconstruiu a face baseada nas medidas tiradas na década de 20.


"Ela tem este formato alongado", disse a especialista ao jornal The Sunday Times.


"Isto é uma coisa que se vê frequentemente em egípcios da Antiguidade e africanos negros. Pode sugerir uma herança ancestral mista."


Textos antigos achados na cidade, que pertencia ao Império Romano, indicam que Arsinoe foi enviada para lá depois de derrotada em uma luta de poder com Cleópatra e com o líder romano Júlio César, disse o jornal britânico The Sunday Times.


Muitos acreditam que quando Cleópatra estava envolvida com o general romano Marco Antônio, após a morte de Júlio César, a rainha egípcia ordenou que a irmã fosse morta para impedir uma possível futura disputa pelo trono egípcio.


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Escavações podem confirmar existência histórica de 'minas do rei Salomão'

Extração industrial de cobre na Jordânia é contemporânea do monarca.
Mineração seria feita por reino vassalo; especialista contesta estudo.


A velha briga para determinar o que é fato e o que é lenda nos textos bíblicos acaba de passar por mais uma reviravolta -- e quem saiu ganhando foi o glorioso reino de Salomão, filho de Davi, que teria governado os israelitas há 3.000 anos. Escavações na Jordânia sugerem que a extração de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom -- região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel -- coincide, em seu auge, com a época do filho de Davi. Em outras palavras: as célebres "minas do rei Salomão" podem ter existido do outro lado do rio Jordão.

 

Foto: T.E. Levy

A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana "PNAS" , e bate de frente com os que duvidam da existência de uma monarquia poderosa em Jerusalém durante o século 10 a.C. Segundo esses pesquisadores, como Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, tanto a região de Jerusalém quanto a área de Edom, onde as minas foram encontradas, eram habitadas por uns poucos aldeões e pastores nômades nessa época. O surgimento de reinos politicamente bem organizados e capazes de empreendimentos de larga escala só teria sido possível por ali cerca de 200 anos depois.

 

Levy discorda. "O que nós mostramos de forma definitiva é a produção de metal em larga escala e a presença de sociedades complexas, que podemos chamar de reino ou Estado arcaico, nos séculos 10 a.C. e 9 a.C. em Edom. Trabalhos anteriores afirmavam que o que a Bíblia dizia a respeito disso era um mito. Nossos dados simplesmente mostram que a história de Edom no começo da Idade do Ferro precisa ser reinvestigada usando ferramentas científicas", declarou o arqueólogo ao G1

Cobre a dar com o pau

A região escavada por Levy e seus colegas na Jordânia é uma velha suspeita de ter abrigado as famosas minas salomônicas. Nos anos 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck já tinha defendido a idéia. No entanto, foi só com as escavações em larga escala no sítio de Khirbat en-Nahas (em árabe, "as ruínas de cobre"), ao sul do mar Morto, que o tamanho da atividade mineradora ali ficou claro. Estima-se que, só em sobras da extração do minério, existam no local entre 50 mil e 60 mil toneladas de detritos.

 

Numa escavação iniciada em 2006, Levy e seus colegas desceram pouco mais de 6 m e montaram um quadro em alta resolução da história de Khirbat en-Nahas. A ocupação começa com uma estrutura retangular de pedra, com protuberâncias ou "chifres". "Pode ter sido um altar", conta o arqueólogo -- esses "chifres" eram usados como plataforma para besuntar o sangue dos animais sacrificados na antiga Palestina. Acima dessa estrutura, ao menos duas grandes fases de extração de cobre estão documentadas, com paredes de pedra que serviam como instalação industrial. 

 

Foto: UCSD Levantine Archaeology Laboratory

Uma das formas de datar a atividade mineradora é a presença de artefatos egípcios -- um escaravelho e um colar -- que aparentemente datam da época dos faraós Siamun e Shesonq (chamado de Sisac na Bíblia) -- o século 10 a.C. Mas os pesquisadores também usaram o método do carbono-14 para estimar diretamente a idade de restos de madeira usados para derreter o minério e extrair o cobre. O veredicto? O mais provável é que a atividade industrial na área tenha começado em 950 a.C., data equivalente ao auge do reinado de Salomão, e terminado em torno de 840 a.C. 

 

E não é só isso: escavações numa fortaleza próxima também sugerem uma construção na era salomônica, durante o século 10 a.C. Segundo o relato bíblico, Salomão usou vastas quantidades de bronze (cuja matéria-prima, ao lado do estanho, era o cobre) na construção do templo de Jerusalém. Também teria continuado o domínio estabelecido por seu pai Davi sobre Edom e financiado uma frota de navios mercantes que saíam do litoral edomita em busca de produtos de luxo.

 

Levy diz que os dados obtidos em Khirbat en-Nahas são compatíveis com o quadro do Antigo Testamento, mas mostra cautela. "Se as atividades lá podem ser atribuídas ao controle da produção de metal pela Monarquia Unida israelita, pelos edomitas ou por uma combinação de ambos, ou até por um outro grupo, é algo que nossa equipe na Jordânia ainda está investigando", ressalta ele. 


"Na época em que Nahas está ativa, não há um único sítio arqueológico no platô de Edom, que só passa a ser ocupado nos séculos 8 a.C. e 7 a.C.", diz o pesquisador israelense. "A mineração em Nahas não tem a ver com o povoamento de Edom, mas com o do vale de Bersabéia [parte do reino israelita de Judá], que fica a oeste, ao longo das estradas pelas quais o cobre era transportado até o Mediterrâneo", afirma.

 

Finkelstein também critica o fato de Levy e seus colegas teram usado os rejeitos de mineração como base para sua estratigrafia, ou seja, as camadas que ajudam a datar o sítio arqueológico, porque eles formariam estratos naturalmente "bagunçados" de terra. E afirma que a fortaleza estudada pelos pesquisadores também é posterior ao século 10 a.C.

 

"Aceitar literalmente a descrição bíblica do rei Salomão equivale a ignorar dois séculos de pesquisa bíblica. Embora possa existir algum fundo histórico nesse material, grande parte dele reflete a ideologia e a teologia da época em que saiu da tradição oral e foi escrito, por volta dos séculos 8 a.C. e 7 a.C. Os dados de Nahas são importantes, mas não vejo ligação entre eles e o material bíblico sobre Salomão", arremata Finkelstein.  

 

Levy preferiu não responder diretamente as críticas do israelense, embora um artigo anterior de sua lavra aponte que, ao contrário do que diz Finkelstein, há ligação cultural entre os habitantes das terras baixas e os edomitas do planalto. "Suponho que, toda vez que há uma interface entre textos sagrados e dados arqueológicos, é natural que o debate se torne emocional", diz ele.

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'Arca Perdida da Aliança' está na África e é um tambor, afirma especialista britânico

Pesquisador da Universidade de Londres apresenta tese em livro.
Conexão de tribo africana com judeus é real, mas não prova ideia.


A interminável busca pela Arca da Aliança, fabuloso objeto bíblico que simbolizaria a presença de Deus na terra e contaria com poderes extraordinários, já passou por todo tipo de local exótico -- mas pouca gente seria capaz de imaginar que ela iria parar num museu decrépito do Zimbábue. De acordo com o britânico Tudor Parfitt, professor de estudos judaicos da Universidade de Londres, é nesse local improvável que a legendária Arca está guardada -- e ele diz que pode provar.

 

Foto: Reprodução

A tese de Parfitt é exposta de forma apaixonada no livro "A Arca Perdida da Aliança -- O mistério desvendado sobre a relíquia mais procurada da Bíblia", que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Record. Na obra, Parfitt, que é especialista no estudo das comunidades judaicas da África e da Ásia, narra sua jornada em busca do objeto sagrado em primeira pessoa, misturando digressões acadêmicas com cenas de aventura que caberiam um bocado bem num quinto episódio da série "Indiana Jones".

 

Antes de entrar no mérito da argumentação de Parfitt, no entanto, é importante entender a história e os possíveis destinos da Arca. A caixa, feita de madeira de acácia, abrigava os Dez Mandamentos dados a Moisés por Deus no monte Sinai, segundo a narrativa bíblica (confira uma das reconstruções possíveis do objeto abaixo). Segundo a tradição israelita, a chamada Presença de Deus usava a Arca como uma espécie de habitação temporária durante toda a jornada do povo hebreu pelo deserto, após sua fuga rumo à Terra Prometida.

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Polícia de Chipre acha Bíblia antiga escrita na 'língua de Jesus'

Volume está escrito em siríaco, dialeto do aramaico falado por Cristo.
Autoridades dizem que artefato pode ter 2.000 anos; estudiosos duvidam.


Autoridades do norte do Chipre, região controlada pela etnia turca, afirmam ter apreendido uma Bíblia que poderia ter quase 2.000 anos após uma investigação contra traficantes de antiguidades. O códice está escrito em siríaco, dialeto aparentado ao aramaico falado por Jesus e pelos judeus da Palestina no século I de nossa era. A obra ainda precisa ser avaliada em detalhes por especialistas, mas alguns pesquisadores que tiveram acesso a fotos avaliam que a tinta dourada e a caligrafia sugerem uma idade mais recente, da Idade Média em diante.  

 

Foto: Reuters

Caligrafia pode dar pistas para datar Bíblia (Foto: Reuters)

 

Foto: Reuters

Códice foi montado com pergaminho (Foto: Reuters)

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Crânio de 'vampiro' do século 16 é encontrado perto de Veneza





Uma equipe de cientistas italianos encontrou na Itália uma caveira com um tijolo aparentemente colocado à força dentro da boca, o que indica que se acreditava que o cadáver era de um vampiro. 

A caveira, de uma mulher, foi encontrada na escavação de uma vala comum onde eram enterradas vítimas de uma epidemia de peste bubônica na ilha de Lazzaretto Nuovo, perto de Veneza, nos séculos 16 e 17. 

Matteo Borrini, da Universidade de Florença, disse que objetos eram colocados na boca de supostos vampiros na época para impedir que eles se alimentassem dos cadáveres de pessoas enterradas nas proximidades, se fortalecessem e passassem a atacar os vivos. 

Borrini, que apresentou suas conclusões na 61ª reunião da Academia Americana de Ciências Forenses em Denver, nos Estados Unidos, disse que, na época da epidemia, muitos acreditavam que a doença era propagada por vampiros. 

"Marcas de mastigação"


Segundo ele, na época da epidemia de peste, os coveiros reabriam constantemente a vala para enterrar os corpos de novas vítimas e encontravam cadáveres que eles suspeitavam ser de vampiros. 

Os suspeitos costumavam ser identificados por sinais como "marcas de mastigação" no tecido em que os corpos eram envoltos. 

De acordo com Borrini, estas marcas eram causadas por sangue e outros fluidos corporais que às vezes eram expelidos pela boca dos mortos, fazendo com que o tecido parecesse afundar entre as mandíbulas e romper-se. 

Borrini disse que este pode ser o primeiro ritual de "exorcismo de vampiro" confirmado por evidências arqueológicas e analisada com conhecimentos médicos e técnicas forenses. 

Entretanto, Peer Moore-Jansen, um especialista da Universidade Estadual de Wichita, no Kansas, afirma que encontrou esqueletos similares na Polônia, indicando que a descoberta não é pioneira. 

Veneza foi muito afetada pela chamada peste negra, que atingiu a cidade por volta de 1630. Estima-se que a epidemia matou até 50 mil pessoas de uma população de 150 mil.

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