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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Terremoto de magnitude 6 é registrado na costa do Brasil

Ferrou. Vamos todos morrer. Vídeos das cidades japonesas arrasadas pelo Tsunami ecoaram na mente dos espectadores. 2012 chegando, prédios caindo, naves alienígenas atirando nos humanos, Battle LA, V, Independence Day e Olodum, tudo junto ao mesmo tempo agora.

Ou não?

O subtítulo da notícia diz que o tremor foi a 1.277Km de Natal. Hum. Meio longe. Vejamos no mapa as coordenadas 0.461°N, 25.601°W:

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Hum. Então “NA COSTA DO BRASIL” vale até pra um ponto a 1277Km de distância? E os americanos ainda reclamam de nossas águas territoriais de 200 milhas. OK, admito que “Terremoto de Magnitude 6 é registrado na puta que o pariu” não é manchete jornalisticamente suculenta, mas hello, qual o sentido de provocar histeria? Será que esse terremoto é sequer notícia?

Será que houve algum motivo especial, será Gojira acordando de uma noite de amor de vodca com a Cloverfield (botou ovo não é pato, é pata)?

Está vendo um risquinho ali no meio, passando bem em cima do ponto do tremor? É a Falha Dorsal do Atlântico, que divide as placas tectônicas da América do Sul e da África, e para os leitores do Kibeloco, informo que o Brasil fica na placa da América do Sul.

Falhas geológicas são pontos onde as placas se encontram, a pressão entre elas costuma ser aliviada na forma de terremotos e vulcões. O Japão, por exemplo, na pior escolha imobiliária desde que Moisés levou os judeus até o único terreno no Oriente Médio sem petróleo, fica em cima de nada menos que da junção de TRÊS placas.

A Falha Dorsal do Atlântico não é muito ativa, por um motivo simples: As placas estão se separando, isso não gera muita pressão entre elas. A energia é toda despejada na placa de Nazca, como todo chileno sabe muito bem.

Qual a frequência de tremores na região? Digamos que dia 13 tivemos um 4.8 nas Ilhas Sanduiche, dia 12 tivemos um +5.0 na região da ilha de Ascenção, dia 10 um 5.0 na costa das Malvinas (segundo a geografia do IG) e por aí vai. Infelizmente não registram mais tremores de 4 pra baixo.

A mídia adora uma histeria, após o Grande Terremoto todo dia anunciavam novos tremores, ignorando UM: o fato de que TODO terremoto é acompanhado de tremores secundários e DOIS: aquela região treme o tempo todo. Ao tornar algo comum em manchete a mídia está apenas explorando o pânico, coisa que pra mim é história da carochinha tcheca.

Não sou eu quem diz, é a ciência da geologia. Veja neste link aqui do US Geological Survey, com os terremotos da semana acima de 2.5 graus de magnitude. Quantos desses foram manchete?

Promover o medo através do desconhecimento de fenômenos naturais se chama religião, não ciência, não jornalismo. Sugiro que deixem essas matérias a cargo da folha universal.

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#WorldWishDay – tão legal que até eu apóio!

Ano passado eu contei aqui a história de um garotinho sortudo com câncer no fígado. Erik sonhava em ser super-herói, pois se há algo que nenhuma doença consegue tirar de uma criança é a capacidade de sonhar. Isso só quem consegue são pais ruins.

Um belo dia ele recebeu um telefonema do Homem-Aranha, pedindo ajuda para salvá-lo de um vilão. Sem recontar toda a saga já detalhada no artigo acima, o guri rodou a cidade de Seattle com escolta policial, parceiro-herói, ganhou chave da cidade e salvou o dia.

Erik nem de longe foi a primeira criança a ser premiada pela Make-a-Wish Foundation, uma organização que acho fantástica, por fugir completamente do coitadismo. Não é uma Fundação que doa tijolos, eles doam sonhos.

O objetivo é presentear pacientes infantis com doenças. O presente são sonhos, como um guri de 6 anos que adora aviões (e que guri que não gosta?) que sonhava em pilotar um F14. Ele conseguiu. Ou mesmo o caso de Justin, com o estranho desejo de ser um faroleiro. Não seja por isso, com ajuda da Guarda Costeira dos EUA, ele teve seu dia, como faroleiro oficial do Farol Point Wilson, em Port Townsend.

Ontem, durante o #YouPix descobri que a Make a Wish Foundation existe no Brasil, e conseguem realizar desejos bem legais, com a colaboração de um monte de gente, inclusive a Gol, que ajudou um garoto a realizar seu sonho de ser piloto. (garotos e seus brinquedos, nunca crescemos)

O site oficial deles é www.makeawish.org.br/blog, e é um trabalho que merece ser divulgado.

Agora a Make a Wish tem um Wish: Querem expor seu trabalho, em busca de doações e principalmente gente que colabore com a realização dos desejos da garotada. Eles poderiam estar roubando, poderiam estar matando (o que seria mais lucrativo e divertido, aliás) mas estão pedindo que todo mundo colabore para colocar a tag #WorldWishDay nos Trending Topics mundiais do Twitter.

Eu acho que qualquer um que consiga fazer com que a gente fique encantado e -sim, admito- com inveja de pacientes infantis graves merece respeito e apoio. Porque, se eu que nunca cheguei perto de nada mais grave que dengue já acho a experiência fantástica, imagine como foi para essas crianças.

Colabore. Visite o site da versão americana, o site brasileiro, conheça as histórias e divulguem!

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Parece óbvio mas não é um negócio da China ser cego

Cegos, o Pessoas Fotonicamente Prejudicas, sendo politicamente correto, passam por diversas dificuldades, e nem falo de acompanharem Amor e Revolução tendo que se contentar com os diálogos de Tiago Santigo, sem sequer conseguirem ver a redentora imagem da Luciana Vendramini.

Por mais que acreditemos que cegos possuem sentidos super-avançados, que fazem de cada um deles uma espécie de Demolidor, não é assim que a banda toca. Ainda dependem de muita boa vontade para conseguirem se locomover com desenvoltura em uma grande cidade.

As cidades brasileiras, claro, estão porcamente adaptadas, mas se serve de consolo (não, não serve) há lugares bem piores. A China, por exemplo.

Se você reparar no calçamento de cidades minimamente civilizadas, há regiões marcadas em relevo. Não é decoração, é uma indicação para caminhantes cegos que ali há um caminho seguro.

O problema todo é que nem todo mundo que instala esses “trilhos” tem noção de sua finalidade, ou se tem está se lixando pra ela.

Que o digam os cegos chineses, que, digamos assim, foram um tanto sacaneados com o descaso com que são implementados os tais trilho, na tela vizinha à tela do sol nascente.

Duvida? Veja. Só não vale rir.

OK, vale sim.

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E finalmente, pra quê alto-relevo se é mais fácil PINTAR as marcações?

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Homem também tem TPM, mas do Bem

Uma vez tive uma discussão com uma ex-namorada. Ela reclamava de meu silêncio. Com aquela encucação que só as mulheres têm, achava que era com ela, algum problema que eu não queria falar, alguma crítica, sei lá.

Eu expliquei que estava tudo ótimo, apenas estava… quieto.

Ela não entendeu, e me fez pensar sobre algo que sempre achei natural: A necessidade masculina de se fechar na concha por alguns momentos ou mesmo alguns dias.

Isso mesmo, meninas. Nós, homens fazemos isso. Estamos felizes, estamos de bem com a vida, adoramos estar com vocês, não temos um pingo de reclamação, mas de vez em quando, em um ciclo irregular a ponto de dar pesadelos em vocês nós ficamos… quietos.

Isso pode acontecer em uma fase de leitura, ou construindo alguma coisa, montando aeromodelos ou até jogando videogames. Pode acontecer até sem nenhuma atividade em especial.

Não é nada com vocês, nem com a gente. Não queremos que vocês se afastem, mas também não queremos vocês muito perto, entendem? Não é nenhum tipo de férias conjugais, gostamos da presença de vocês em volta, só não queremos a interação. É uma espécie de sono, onde descansamos do estado de vigília de conviver diariamente com outra pessoa.

Não é algo hostil, nenhum homem jamais expulsará vocês, nessa condição. Só não vamos responder de forma entusiasmada.

Para alguns essa “TPM Masculina” é leve, percebida apenas por respostas mais monossilábicas. Para outros é mais severa, chegam até a se isolar fisicamente.

Não entendam como tristeza, não tem nada a ver. Estamos felizes, gostamos de vocês, não estamos nos sentindo invadidos e brigando por espaço. Não é isso. Precisamos daqueles poucos dias, daquelas poucas horas para… ficarmos quietos.

A TPM Masculina não é um momento de bar, não é um momento de sair pra devassidão, pra sodomia. É um momento contemplativo, onde “esquecemos” o peso da responsabilidade de manter um relacionamento. Sim, é verdade, nós nos preocupamos com vocês, nós tentamos não fazer besteira, não pisar na bola, para quem 10 mil anos atrás (ou até semana passada, em partes do Afeganistão) pegava mulher com tacape, é complicado.

Por isso, meninas, quando seu homem acordar estranhamente quieto, fique tranquila. Não foi nada que vocês fizeram, não foi nada que ele fez. Ele não está devendo nem está cobrando, está apenas recarregando as baterias, em uma espécie de Sono de Odin, para continuar a cuidar de vocês com o carinho de sempre.

Quanto à ex, achou essa explicação toda uma grande bobagem, mas no mesmo dia um casal de amigos dela chegou para uma visita, ela perguntou pra amiga se existia essa tal de TPM Masculina e a amiga respondeu na lata:

“Claro! O Fulano fica assim quase todo mês, teve vez de passar dois dias trancado. Deixo ele quieto e rapidinho volta 100%”

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Dilma x Época – Falta de Ética ou Falta de Transparência?

A Polêmica da Semana é que a Época conseguiu o prontuário médico da Presidente Dilma. A estratégia é simples, é a mesma lógica de comer a noiva do irmão e contar pra ele, enfatizando que ela é uma vagabunda, acreditando que com isso o irmão esquecerá o detalhe que foi corneado em família, em primeiro lugar. (caso real)

A Época conta com a polêmica do prontuário “oculto”, se for “relevador” o suficiente ninguém lembrará da forma questionável com que foi obtido.

Questionável mesmo?

Um sujeito que abandona o outro lado para se juntar a nós não é traidor, é convertido. Jornalistas não têm vazamentos, têm fontes. Por mais que seja tentador culpar o veículo, temos que lembrar que o modelo de imprensa livre, independente e “irresponsável” que gera o prontuário roubado é o mesmo que torna público o Mensalão, Watergate e o Palocci.

É uma sacanagem publicar o prontuário médico da Presidente da República? Sem dúvida, assim como é sacanagem divulgar. Quem tem que ser punido é o sujeito que vazou os dados, não a Época. Do contrário estaremos criando precedentes onde o Governo se sentirá no direito de calar a boca de todo mundo que divulgue informações que considere desagradáveis, como os detalhes da cirurgia de mudança de sexo da Dilma, que pode ou não estar no tal prontuário.

O buraco aqui eu diria que é inclusive bem mais embaixo. Há que se questionar o direito do Presidente da República ter sigilo médico.

Como assim, Bial?

O Presidente não é uma pessoa comum, ocupa um cargo estratégico e suas decisões afetam a vida de milhões de pessoas. Deveria ser direito da população saber a quantas anda a saúde de seu Representante Máximo. E não, não estou sendo utópico. Em vários lugares isso é uma realidade. Tanto que mesmo os idiotas que tentaram de tudo para provar que Obama não havia nascido nos EUA não tentaram alegar que ele sofria de alguma doença incapacitante.

Motivo? Nos EUA o Exame Médico Anual do Presidente é obrigatório e os resultados são públicos. Quer dizer, enquanto aqui esquece-se qualquer outro problema para discutir um prontuário roubado, nos EUA é fato público que o Homem Mais Poderoso do Mundo teve uma câmera enfiada no rabo, pois o relatório médico informa de níveis de triglicerídeos até o fato de Obama ter passado por uma colonoscopia.

Está tudo errado. A Época errada por buscar polêmica barata, o mané que roubou o prontuário por ser um filho da puta sem ética e a Presidência da República por manter uma tradição de segredo e falta de transparência.

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Chamemos de Cojones Marketing

É moda criar nomes pra tudo que é obviedade em termos de propaganda e marketing, isso serve para vender livros, comer calouras e impressionar clientes, não necessariamente nessa ordem de interesse.

Daí termos como ambush marketing, guerilla marketing, transmedia marketing e -meu favorito- realtime marketing.

A única coisa que esquecem é que o único marketing que funciona é o marketing BOM, e pra isso é preciso ter cojones.

As empresas querem ser amadas, conhecidas, desejadas mas não querem se diferenciar da concorrência, não querem se indispor com ninguém, seguem a tradição (principalmente no Brasil) de pagar de bonzinho a qualquer custo, fazendo tudo pra sair bem na fita.

Problema é que não fazer nada funciona muito bem para passar despercebido, não para se destacar da concorrência.

É impossível agradar todo mundo. É triste, eu sei, mas se você vende costeletas de porco não conseguirá a simpatia do público vegan ou muçulmano. Mesmo assim a maioria das empresas tentar ser a legalzona.

Daí temos gestos ridículos como a churrascaria Porcão cobrir o letreiro para não ofender uma comitiva de clientes árabes.

Felizmente há gente que não se interessa em manter esse discurso, são empresas que colocam seus consumidores em primeiro lugar, onde por seus consumidores entenda-se quem realmente frequenta, consome e é leal à marca e à empresa. É uma estratégia de nicho, mas que pode ser o GRANDE diferencial.

Um excelente exemplo, que dificilmente veríamos no Brasil aconteceu com no Alamo Drafthouse, uma pequena cadeia de cinemas no Texas. No caso, na filial de Austin. O cinema tem uma clientela fiel, disposta a pagar um preço diferenciado por boa comida, boa bebida e principalmente filmes em uma sala onde é terminantemente proibido telefonar, mandar SMS ou conversar.

Isso mesmo. São as regras, e antes que alguém reclame, lembre-se: Um celular mesmo silencioso se torna uma enorme fonte de luz balançando e aporrinhando a visão periférica dos outros.

Um belo dia uma guria foi ao cinema e ficou o tempo todo punhetando o celular mandando torpedos pras amigas, pro macho, pro diabo. Depois de alertada duas vezes, na 3a reincidência foi removida do recindo. Ra re ri ro RUA.

Indignada a MALA deixou uma mensagem irada no correio de voz do cinema.

Aqui seria respondida com um pedido de desculpas, afinal isso queima a imagem da empresa, bla bla bla.

Para os responsáveis pelo cinema, só queima a empresa para gente que ache razoável violar as regras do estabelecimento, falar e ficar aporrinhando no celular durante um filme. Exatamente o público que o cinema deles -e seu público fiel- não querem.

Que fazer então?

Um vídeo com a chamada da cliente mala, que termina agradecendo a ela por não voltar nunca mais.

Resultado? Subiu no YouTube hoje, já tem 1510 likes e menos de 30 dislikes. Custo de produção? Próximo de zero. Retorno? Mundial, a história está correndo os intertubos.

Claro, só é possível quando reconhece-se a hipocrisia da frase “o cliente tem sempre razão”.

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E Viva o Jornalismo-Paraquedista

Hoje a Band conseguiu se superar, na diretiva “não mencionar marcas se não for patrocinador”. Essa mania iniciada pela Globo se alastrou e hoje até o Pânico tampa logos e marcas comerciais. Até o departamento de jornalismo se submete a isso, e como resultado a Band conseguiu noticiar por HORAS um incêndio em uma indústria em São Paulo sem citar a empresa.

Isso mesmo, o básico do jornalismo, QUEM, ONDE, QUANDO foi corrompido pela ordem de não fazer propaganda gratuita.

Curiosamente na área de tecnologia ocorre o oposto. Não só o jornalismo especializado cita marcas alegremente, como inventou uma prática igualmente desagradável: Associar desnecessariamente uma marca famosa para faturar links via SEO, polêmicas forçadas e fanboys e haters se digladiando nos comentários.

Vejam este exemplo:

A notícia é interessante, um grande veio de Terras-Raras, metais quase alienígenas como gadolinium, lutetium, terbium e dysprosium, usados na produção de semicondutores, chips, etc.

Só que não basta dizer que são elementos raros descobertos no leito do Pacífico, nem que a exploração dessas reservas é uma empreitada caríssima, que a tecnologia provavelmente nem existe e sequer é economicamente viável.

É preciso associar com algo bem hype, da moda, algo que seja bem posicionado pelos sites de busca e que os leitores possam reconhecer, mesmo que a associação seja absolutamente tênue.

Uma vez vi uma manchete na mesma linha: “iPods causam surdez em adolescentes”. Imaginei alguma agulha saindo dos fones da Apple, sei lá. Lendo a matéria, explicavam que ouvir música muito alta com fones de ouvido prejudicava a audição, e que como os jovens utilizavam muito iPods e outros MP3 players, o número de casos estava aumentando.

Escuta-se música com fones desde que Thomas Ed-Sung inventou o Walkman, em 1731citation needed. Todo audiófilo ADORA seus fones caríssimos personalizados. Todo torcedor dos anos 60 e 70 não saía de casa sem seu radinho e o fone egoísta. Walkmen, Discmen, Changemen.

Em nome de uma personalização (falsa) da notícia o jornalista prejudicou (em teoria) uma marca inteira. Ao invés de noticiar aquilo que todo velho chato sabe, “música alta faz mal”, transformou A APPLE na vilã da história. Um leitor idiota (sim, eles existem, nem todo veículo é como o Contraditorium) associaria a fonte de todo o mal à Apple, preferindo comprar um MP3 Player Sdruvs Sansa 2000, muito pior e prejudicial, mas que não foi apontado na matéria como prejudicial.

Esse tipo de jornalismo preguiçoso é muito ruim, ainda mais agora que a área comercial E a área de SEO estão dominando. É comum redações com listas de palavras-chave que devem ser utilizadas, preferencialmente nos títulos. Em breve teremos chamadas de 1a página como “Morre Itamar Franco, mas não de Mesotelioma”.

Nada contra, também adoro SANDY PELADA SEM ROUPA NUA CALCINHA RESTART ganhar dinheiro, mas é preciso manter um mínimo de objetividade jornalística, é preciso tratar a notícia com um pouco mais de seriedade do que blogs de fofoca, e olhe que os sérios aumentam mas não inventam.

Colocar um iPad no título de uma matéria apenas para chamar atenção do robozinho do Google e de leitores pára-quedistas é seguir as piores práticas dos piores blogs.

Qualquer veículo online tem dois leitores: O pára-quedista, que dá dinheiro, e o leitor real, que dá credibilidade. Qualquer estratagema dentro de limites éticos legais e morais para atrair pára-quedistas é válido, mas você nunca, nunca pode corromper seu conteúdo, do contrário o leitor de verdade, que replica, linka e comenta será afetado.

E leitor afetado só é bom para blog GLS, não que haja nada de errado nisso, claro.

PS: não, eu não sei escrever paraquedista. E nem o corretor do iPad.


Via Contraditorium

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